Ferrovias e História

Estrada de Ferro São Paulo Minas

Surgida em 1890, inicialmente com o nome de Companhia Melhoramentos de São Simão, a Estrada de Ferro São Paulo e Minas tinha entre seus objetivo principais, servir a duas dezenas de fazendas localizadas na região da Serra de São Simão. Era o começo da história de uma estrada de ferro marcada por muitas dificuldades. Se você clicar no mapa abaixo, verá em tamanho maior a abrangência dessa ferrovia.

O contrato inicial foi firmado entre a Intendência Municipal de São Simão e Jorge Cesimbra Fairbanks, representando os interesses da companhia e em 1º de agosto de 1893, era inaugurado provisoriamente o trecho de 13 km entre São Simão e a estação Central, porém, em 1894, ano em que se inaugurava o segundo trecho, entre a estação de Santa Clara e a Fazenda Santa Clara, também se decretava a falência da Cia. Melhoramentos.

Somente em 1897 instalou-se nova assembléia para organizar a Companhia Viação Férrea São Simão, incorporada pelo mesmo Jorge Cesimbra Fairbanks, que reabriu o tráfego e as obras da ferrovia. Para desviar os trilhos da Serra de São Simão, arrancaram-se os 23 km de trilhos já implantados até a Fazenda Santa Maria e em 1902, por um caminho diferente, a estrada chegava a Serra Azul.

Outras providências importantes desta administração foram a contratação, com a Companhia Mogiana, de entroncamento de linhas na localidade de Bento Quirino e a rescisão do contrato com o município de São Simão, quando ela passou a ser regida por contrato de concessão estadual, que permitiria à estrada, no futuro, sair do âmbito municipal. Entretanto, a situação financeira da empresa tomou-se difícil e teve que ser hipotecada pelo prazo de três anos.

Reavendo a companhia, agora como proprietário exclusivo, Fairbanks a denomina de Estrada de Ferro de São Simão e, em 1906, com a denominação de Estrada de Ferro São Paulo e Minas, as linhas avançam rumo a São Sebastião do Paraíso, no Estado de Minas Gerais, com o apoio de banqueiros paulistas e capitalistas ingleses.Em 1922, a Siderúrgica Eletro Metalúrgica Brasileira, de Ribeirão Preto, que se utilizava do minério transportado desde São Sebastião do Paraíso e Passos, em Minas Gerais, adquiriu a ferrovia, que já era deficitária. Em 1929, a siderúrgica faliu e a ferrovia teve suas atividades paralisadas, passando à intervenção do Estado, que se tomou seu proprietário. No ano de 1934 o governo estadual autorizou a reabertura do tráfego no trecho mineiro, assim como o alargamento da bitola de toda a linha (de 0,60 m para 1,00 m) e o reaparelhamento do sistema de transportes com a transferência, para a São Paulo e Minas, de locomotivas e vagões das Estradas de Ferro Araraquara e Sorocabana.

Depois da restauração do ramal de Serrinha a Ribeirão Preto, concluída em junho de 1944, a São Paulo e Minas passou a desempenhar importante papel para a economia dos dois Estados aos quais servia, transportando cargas do Sudoeste mineiro diretamente para as zonas da Alta Mogiana e Alta Paulista.

Pelo decreto nº 48.O29, de 29 de maio de 1967, a Estrada de Ferro São Paulo e Minas, com 136 km de extensão na linha tronco, mais 44 no ramal de Ribeirão Preto (180 Km no total), foi transferida para a administração da Companhia Mogiana e, mais tarde, pelo decreto-lei de 19 de setembro de 1969, foi transformada em sociedade de economia mista para permitir sua incorporação à Fepasa – Ferrovias Paulistas SIA.

Outras informações sobre a Estrada de Ferro São Paulo Minas

Esse trabalho não tem a pretensão de esgotar o assunto sobre essa ferrovia, e foi feito através da colaboração de muitos amigos e pesquisadores, entre os quais destacamos o excelente trabalho histórico e documental que Alberto Henrique del Bianco e Celso Frateschi publicaram na edição de nrº 7 da Revista Brasileira de Ferreomodelismo. Se você tiver mais informações, fotos ou material a respeito dessa ferrovia e quiser colaborar conosco, por favor, entre em contato.

Voltar

E lembre-se sempre:

Nunca embarque nessa viagem